segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sobre o verdadeiro fim e a arte do esquecimento


Óquei. Inspirada nas amigas que sofrem “porque ele não me quer mais”, nos que mandam mensagem de madrugada pro ser cujo último contato resultou num fora, e também no ooooutro grupo, que insiste em falar de ex ex ex nas conversas de bar, estou bem pensando em organizar uns seminários pros amigos e pra amigas, só pros mais chegados, que é pra ver se as pessoas evoluem nas escalas de seus pensamentos (e sentimentos). Confuso? Explico.

O primeiro módulo será ministrado por Ricardo Di Pace. Sim, meu ex-namorado. Além de pós-graduado em mulher confusa que sempre quer dar um tempo, ele tem Q.E (Quociente Emocional) acima de 200, o que basicamente significa que ele é um verdadeiro gênio no quesito Inteligência Emocional. Com ele, os alunos aprenderão como encarar o fim da relação, principalmente em casos de mau-negócio, quando você entrou com a bunda e a outra parte (não-)interessada meteu o pezão.

Além da arte do desapego, os participantes aprenderão a cantar o mantra “Agora sou eu, mim, comigo, mas não faço parte do Monobloco do Eu Sozinho” (se você não entendeu, acesse o post “...and in the end, the love you take..."), o que basicamente significa que, sim, você foi abandonado, mas isso não significa que vai sair por aí desaprendendo tudo o que aprendeu durante os últimos anos de namoro. O objetivo é frisar que “all we need is love”, e que é fundamental valorizar seu passe, sempre. Ommmm, minha gente! Vamos nos elevar, peloamordedeus!

Para finalizar, o mestre Ric dará uma aula show de como estar sempre “...numa relax, numa tranqüila, numa boa...”, como manda o mestre-mór Tim Maia (da época Racional, claro, porque todo o resto não serviria de exemplo no caso). De todos, esse é o principal, vejam bem: vocês aprenderão a ser amigos dos ex-namorados, ex-ficantes, ex-maridos e qualquer tipo de ex-alguma-coisa. E sem mágoas! Os alunos e alunas receberão a receita do perdão, do respeito, e aprenderão que a vida é assim, cada um no seu tempo. Nada de ficar por ai dando vexame, correndo atrás de quem não te quer.

Vamos ao segundo módulo: ele será ministrado por mim. Sim, euzinha em pessoa. Afinal, lesa-ex-maconheira-sem-memória que sou, não preciso nem passar meu breve currículo para convencê-los de que se esquecer é comigo mesmo.

Calma! Não se preocupem! Não vou ensiná-los como se esquecer das datas dos aniversários dos (melhores) amigos, nem dos cinco encontros que foram marcados no mesmo dia e na mesma hora. Isso eu sei que vocês não estão interessados em aprender, óbvio. O objetivo do curso é mostrar que nessa vida tudo passa e que o cara que um dia foi o homem da sua vida também pode se tornar, assim, de repente, um completo babaca (claro que como exemplo não citarei o Ricardo, mas os Exús-Tranca-Caminho pelos quais me apaixonei), por isso o melhor é sempre esquecer.

Assim como a palestrante, as aulas serão bem, bem práticas. Tipo, fulano não quer saber de você, querida? Primeiro passo: enfie a mão na bolsa, saque o celular e apague a porr... do número. O que? Ele vem te chamar no ême ésse êne? Simples, bloqueie. Ah, jura? Ele te mandou um e-mail? Envie essa resposta (pode copiar e colar que funcioana). ESSA É UMA RESPOSTA AUTOMÁTICA. O ADMINISTRADOR DETECTOU UM ERRO FATAL. REMOVA ESTE ENDEREÇO DE E-MAIL PARA QUARENTENA. APROVEITE E REMOVA TAMBÉM A DONA DELE DA SUA VIDA.

E se o problema está na recorrência, ou seja, o ser que deve ser esquecido vira e mexe aparece fantasmagoricamente, tipo na sua cama, no banco do passageiro, ao seu lado no chuveiro etc, pronto, não se preocupe, eu lhe ensinarei como viver no “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança”. As receitas são assim tiro-e-queda: fume bastante maconha, queime seus neurônios e, pronto, sem memória nada será tão doloroso. Ou se você não for adepto à ervinha, vale substituir por vodka, que também funciona como bom apagador, principalmente da noite anterior.

Enfim, amigos e amigas (amigas, principalmente), ”Sobre o verdadeiro fim e a arte do esquecimento”, seminário que, aliás, mais parece um título de livro do Kundera, irá mostrar a vocês que os fins existem sim, mas que muitos começos virão, bem mais doces, bem mais leves e com finais muitas vezes bem mais penosos do que seu pequeno problema atual. O importante é manter o bom astral, é acreditar que esquecer muitas vezes é o melhor remédio e que, sim, as pessoas bacanas, legais, que nos respeitam e merecem ser respeitadas estão por aí, espalhadas por esse mundão. Fé, minha gente, muita fé!

NOTA DA ESCRITORA: post inspirado não só nos mal-resolvidos, mas também na "Escola do Desapego", do blog da Kátia Mello.

10 comentários:

Carolina disse...

Chique!

marianadallacqua disse...

EU REALMENTE AMO.
TENHO PAIXÃO PELA NOSSA AMIZADE
AMO SER SUA AMIGA
rs
MIL BEIJOS

Flor de raposa disse...

quero me inscrever. Será que eu tomo jeito? tipo behaviorismo: "eu meu nome é Marilia e faz 5 dias que eu não penso nele?" hahahaha
AMEI o texto!
:)

Juliana Dantas disse...

rarará. mazinha primeira inscrita! quem mais, quem mais?
amoooo!

marianadallacqua disse...

EU EU EU ÓBVIO EU!

Gabi Borges disse...

Eu sei que fui inscrita automaticamente...
Amo.

nadiaramos2 disse...

amei, amei.
estou na fila da inscrição. começarei meu depoimento com: "faz três dias que bloqueei (e exclui!) o dito cujo do messenger".

lindona!

beijos, ná.

Manu disse...

és um poooço de sabedoria e experiência! yeah! a-do-rei, amiga... e propagarei, é lógico.

Katia disse...

hahahahahahaha
adorei!
vamos montar a escola do desapego já!
vamos ficar ricas!
beijo!

Giovanna disse...

Oieeeee...entrei aqui pela Manu e queria oferecer meus serviços para esse incrível seminário.
Fossem alguns meses atras, eu provavelmente faria o curso 3 vezes seguidas.
Pois agora já posso dar aula ou depoimento!!
O ex, o vento levou e a memória apagou (que Deus o tenha. Se Ele não quiser, que o diabo o carregue! rs)
Na próxima reunião do A.A. (apaixonados anônimos), poderei dizer: "oi, meu nome é Gio e faz 6 meses que nem me lembro que aquele besta um dia existiu". hahahahaha
Amei o texto!!!
Bjkas